O cartão havia chegado em suas mãos como presente num fechamento de negócios.
“Algo que somente alguns saberiam apreciar”, disseram.
Ele não ficara tentado até aquela noite. 
Uma limusine o conduz pelas ruas de Nova York até o casarão antigo. No ambiente escuro e decadente, todos usam máscaras e há apenas uma regra: Sem rostos, sem nomes. 
Ele estava obcecado pela garota de máscara azul. Como um predador ele “caçou” sua presa pelos corredores do clube, ansiando por seu rosto e por seu corpo.
Quando a noite termina ela havia fugido sem deixar rastro.
Ele pensou que nunca mais fosse encontrá-la. Que ela existiria para sempre apenas na sua imaginação.
Então ele a encontrou.
Onde ele jamais poderia sequer imaginar: A garota da máscara azul do clube de perversão era agora a inocente babá dos seus sobrinhos.

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